É assim que os alunos do Colégio Federal Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, estão descobrindo e aprendendo coisas como a evolução da paisagem de Jerusalém através dos séculos com "Assassin's Creed", as diferenças socioeconômicas de uma cidade com "Grand Theft Auto V" e os cenários geográficos com os estágios de "Street Fighter II".
Esse é o Núcleo de Game, Atividade e Metodologia de Ensino (NuGAME), o espaço de pesquisa liderado pelos professores Marcos Lima e Rafael Andrade, que se reúnem com alunos do ensino básico duas vezes por semana para discutir e usar jogos para ensinar geografia."
Sou professor, geógrafo e gamer. Sempre utilizei os jogos como exemplos para ilustrar alguns dos conteúdos trabalhados em sala. A ideia de levar os games para a sala de aula veio com a constatação do óbvio: os alunos passam boa parte do seu tempo livre jogando videogame.
"A proposta era simples: levar para dentro da escola o que estava ocupando boa parte do tempo dos alunos fora da escola. Nesse sentido, o núcleo buscava problematizar os jogos eletrônicos sem utilizar para isso os chamados jogos educativos, já que esses, embora garantam um ganho de participação dos alunos, não são o que eles estão jogando em casa", conta.
O NuGAME é uma atividade extracurricular que reúne 12 alunos duas vezes por semana e utiliza as observações feitas pelos estudantes e professores nos jogos para identificar pontos interessantes e educativos que passam despercebidos na hora da jogatina. Embora Marcos seja professor de Geografia, o núcleo também tem pauta direcionada para uma série de disciplinas, como Ciências Sociais e História.
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